Arquivo do mês: julho 2012

Recomendamos!

Esse o primeiro post com artigos, noticias, vídeos e livros que o grupo Não Quebre a Janela endossa.

Artigos:

Texto de Fernando Chiocca do Instituto Ludwig Von Mises Brasil sobre o regulamentado e recordista de reclamações no Procon setor de telecomunicações brasileiro. O artigo explica como o excesso de regulamentações está protegendo essas empresas de potenciais concorrentes e acabando com a qualidade dos serviços.

http://mises.org.br/Article.aspx?id=1363

Texto de estreia de Flavio Morgenstern sobre a nova moda “10 por cento do PIB para educação o/” usada pelo movimento estudantil de esquerda. O ultimo paragrafo já destrói totalmente a ideia de que mais dinheiro para os burocratas ineficientes do governo vai servir para solucionar a educação como nossos colegas de faculdade insistem em acreditar.

http://coyoteonline.wordpress.com/2012/07/21/pela-ensinanca-das-criancas-tambem-quero-meus-10/

Texto de Matheus Assaf sobre a real vantagem do capitalismo de livre mercado. Saindo do senso comum dos liberais que exaltam a eficiência, o texto do blog Perspectiva Austríaca esclarece qual é o principal trunfo do verdadeiro sistema capitalista.

http://perspectivaaustriaca.blogspot.com.br/2012/07/equivocada-retorica-dos-mercados.html#comment-form

Videos:

O mercado mostrando sua infinita superioridade ao Estado no fornecimento de serviços de saúde de qualidade e por meio de um preço acessível. Grande iniciativa

http://www.youtube.com/watch?v=9jiniAETLuE&feature=g-all-f

O milagre das telecomunicações da Guatemala é um exemplo de como a liberdade funciona. As ideias de concorrência e livre iniciativa são conhecimentos que salvariam o setor brasileiro de telecomunicações.

http://www.youtube.com/watch?v=cmyPDjJ4l7o&feature=player_embedded

Noticias:

Google Fiber mostra como é possível ter um serviço de extrema qualidade e barato. A internet de 1Gbps já é uma realidade e a gente aqui pirando com o “é tipo net”.

http://www.tecmundo.com.br/google/27357-google-fiber-a-internet-de-1-gbps-da-google-ja-e-uma-realidade.htm

Livro:

A nossa primeira dica de livro é “As seis lições” de Ludwig Von Mises. O conteúdo do livro é tirado de uma série de conferencias na argentina feitas por esse grande nome da escola austríaca de economia. O livro tem caráter introdutório mas de excelente conteúdo e clareza em menos de 100 páginas. Os seguintes temas são abordados: Capitalismo, Socialismo, Intervencionismo, Inflação, Investimento Externo, Politica e Ideias.

http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=16

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Como o governo arrecada e gasta recursos?

Antes de falar como o a arrecadação funciona para o governo, eu gostaria de perguntar “o que é o dinheiro?”. Vocês devem pensar que é uma pergunta óbvia, mas não, não é.  Noto que as pessoas esqueceram o significado do dinheiro quando soltam frases como “espera ai..eu não entendo essas crises, porque o governo não imprime mais dinheiro e enriquece de uma vez?”.  O vídeo abaixo fala do processo histórico do dinheiro, a sua utilidade e porque não devemos imprimir mais dinheiro, é a verdadeira pílula vermelha para vocês acompanharem o resto do texto.

*cliquem em CC para ver as legendas

Existem três formas de o governo arrecadar recursos para cobrir os seus gastos sem cobrar diretamente impostos às pessoas, são elas: Cobrar impostos de empresas, empréstimos e imprimir dinheiro.

1-     Se cobrarmos impostos de empresas, na verdade estaremos cobrando o imposto a pessoas, visto que empresas são apenas entidades e que, portanto, quem paga os impostos são os investidores, os empregados ou os consumidores. Essa é a forma mais conhecida do governo arcar com suas despesas, mas há limites, quanto mais impostos, menor incentivo à produção. Logo o governo recorrendo ao aumento de impostos visando uma maior arrecadação, na verdade levaria a uma menor receita, devido à diminuição da capacidade produtiva da sociedade.

2-     Sendo a arrecadação compulsória dos impostos não suficiente, o governo apela a credores, emitindo títulos da dívida pública e captando recursos na sociedade. Contudo um endividamento ad infinitum, não é possível, pois uma hora os credores percebem o risco de um calote iminente.

3-     Se o governo decidir imprimir dinheiro o resultado será inflação, afinal, aumentar a oferta diminui o preço. Aqueles que recebiam o dinheiro novo primeiro enriqueciam, tal como os bancos e corporações que fazem grandes empréstimos, assim como empresas empreiteiras que tem contratos exclusivos com o governo. Enquanto para o restante da população (pessoas com salários fixos, aqueles que vivem em áreas remotas ou pessoas com poupança nos bancos) quando o dinheiro chega o preço das coisas já aumentaram, suas poupanças valem menos, mas seus salários permanecem inalterados. Sendo assim uma redistribuição do dinheiro da base para o topo da pirâmide, aumentando a diferença entre ricos e pobres.

Depois dessa arrecadação controversa, o governo piora a situação gastando muito mal seu dinheiro.  Para entender porque isso acontece, é necessário citar as quatro formas de se gastar dinheiro em nossa sociedade.

1-     Você gasta o seu dinheiro com você mesmo: Nessa situação você é muito cuidadoso com que vai gastar, pensando na sua satisfação, você procura conseguir o máximo de cada centavo.

2-     Você gasta o seu dinheiro com outra pessoa: Por exemplo, em um amigo secreto, você é muito cuidadoso também, procura não gastar muito, mas você não se preocupa muito com o nível de satisfação do outro que está recebendo, ou pelo menos não a mesma atenção que você dá quando compra presentes para si.

3-     Você gasta o dinheiro de outra pessoa com você: não há incentivo para economizar, mas para obter o melhor. Exemplo: em uma viagem com tudo pago, a decisão sobre onde comer e dormir.

4-     Você gasta o dinheiro de uma pessoa com outra pessoa: nesse caso não há incentivo nem para economizar e nem para obter o melhor.  O individuo pode ter seus instintos humanos, de querer fazer o melhor, mas não vai ter o mesmo cuidado ao gastar o dinheiro de outra pessoa com um terceiro.

O governo se encaixa na quarta forma e essa é uma das razões da aplicação de recursos públicos ser sempre um gasto ineficiente. Os políticos colocam seus filhos em escolas privadas, pois sabem que as escolas que eles oferecem “gratuitamente” são péssimas.

“Dinheiro para a Educação significa, na prática, dinheiro para burocratas cujo trabalho tem alguma conexão por vezes remota com Educação.” Flavio Morgenstern

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Gratuito e de qualidade? Como?

*Por Marcelo Arruda

Estamos acostumados a ver frases de efeito que os movimentos de esquerda costumam pregar por ai: “Educação não é mercadoria”, “10% do PIB para educação” e tantas outras que combinam bem com os que ocupam mais os corredores do que as salas das universidades.

Até pode existir boas intenções no meio desse discurso esquerdista, mas o fato é que essas boas intenções de nada vão servir para impedir o fracasso econômico dessas ideias. Não há nenhuma forma do governo gastar dinheiro que não seja á custa de alguém, alguém vai ter que pagar a conta.

Estou certo da possibilidade tratar de diversos assuntos com um pouco mais de profundidade, mas, de início, fica o foco numa frase que um dos maiores economistas do Séc. XX, o Sr. Milton Friedman (prêmio Nobel de economia de 1976), costumava dizer, em alusão a alguns restaurantes americanos do Séc. XIX que ofereciam almoço “grátis” àqueles que consumiam alguma bebida, “There’s no such thing as a free lunch”, em português, “não existe almoço grátis”. Ainda que siga uma escola de economia diferente do grupo Não Quebre a Janela, Friedman é considerado um dos maiores defensores da liberdade e sua frase é praticamente irrefutável.

Friedmam propõem uma analogia entre essa história e o Estado, mostrando que todo e qualquer gasto do governo implica em um custo, logo, o suposto benefício que o governo nos trás acarreta um determinado malefício.

Segue abaixo o vídeo da argumentação de Friedman quando questionado por suas palestras não terem sido gratuitas.

Após assistir a essa vídeo, um interessante dialogo ocorreu entre um membro do Não Quebre a Janela e seu irmão mais novo sobre os conceitos de Friedman.

Irmão mais novo: Existe sim almoço grátis…e quando a vó faz o almoço?

Membro do NQAJ: Quem paga é a vó

Irmão mais novo: E se eu fizer o almoço?

Membro do NQAJ: Alguém comprou os ingredientes e você teve o trabalho

Irmão mais novo: E se eu pegar no supermercado sem ninguém ver?

Membro do NQAJ: Isso é roubo e o supermercado irá pagar o prejuizo.

A regra popularizada por Friedman é um meio para se provar que nenhum serviço do Estado é gratuito. Educação pública não sai de graça, ela é paga por meio de impostos. A UFAL é paga por seus alunos, pelo os alunos do CESMAC, FITS,  FAT e mesmo por aqueles que sequer entraram numa universidade. Logo exigir uma universidade gratuita e de qualidade representa um total desconhecimento da economia e uma fé absurda na eficiência do Estado.

“Não é nenhum crime ser ignorante em economia, a qual, afinal, é uma disciplina específica e considerada pela maioria das pessoas uma “ciência lúgubre”. Porém, é algo totalmente irresponsável vociferar opiniões estridentes sobre assuntos econômicos quando se está nesse estado de ignorância.” Murray N. Rothbard

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O que é Capitalismo?

*Por Marcelo Arruda

O que você pensa quando falam em capitalismo? Provavelmente parcerias público-privadas, dominação social pelos detentores do capital ou então “isso que existe hoje”. E se eu te disser que capitalismo e todas essas descrições são modelos econômicos totalmente diferentes?

Capitalismo foi um termo difundido por Karl Marx, filósofo da corrente socialista, mas também pode ser definido (de forma até mais correta) apenas como Livre Mercado. Livre Mercado é um arranjo de trocas voluntárias que ocorrem na sociedade. Essas trocas acontecem por meio de um acordo voluntário, dois agentes trocam dois bens econômicos. Assim quando eu compro um caderno numa papelaria, o vendedor e eu trocamos dois bens: eu o entrego o dinheiro e ele me entrega o caderno.

No Livre Mercado não há perdedores nas trocas, ambos se beneficiam. Uma troca é uma situação de vencedor-vencedor. Cada parte valoriza os dois bens ou serviços de forma diferente. Eu estou com dinheiro na carteira, mas sem nenhum caderno, o vendedor têm vários cadernos, mas está ansioso para conseguir dinheiro.

Além de trocas voluntárias, a entrada de ofertantes de bens e serviços no mercado é livre. Não há barreiras legais para se entrar no mercado, permitindo uma maior variedade de fornecedores e concorrência. A concorrência é o que vai permitir ocorra uma queda nos preços e que a qualidade dos produtos suba.

Outro fator importante é um livre sistema de preços. Os preços servem para nos informar a abundância e a escassez de um produto. O sistema de preços é indispensável para que as pessoas tomem decisões racionais quanto ao uso de recursos, evitando desperdícios e más alocações. Qualquer intervenção ou controle no sistema de preços vai perturbar esse arranjo e descaracteriza o mesmo como sendo de livre mercado.

Uma clássica explicação introdutória de como as pessoas cooperam entre si voluntariamente no livre mercado foi dada por Milton Friedman, ganhador do prêmio Nobel de economia de 1976.

Então você pergunta “mas então..o que é que existe hoje?”. O sistema em vigor pode ser definido como “capitalismo de Estado”, onde corporações se beneficiam do agigantamento do governo e do aumento das regulamentações. Agigantamento esse, cunhado a fim de uma defesa do capitalismo, mas restringindo a livre iniciativa com argumento de solucionar as supostas falhas de mercado e crises cíclicas do capitalismo.

Nesse modelo a intervenção na iniciativa privada ocorre na seleção dos jogadores vencedores, subvertendo o conceito do mérito e protegendo esses grupos particulares da concorrência, pois agora o principal não é a capacidade de empreender e sim a proximidade com o Estado. Além da criação de monopólios, outros efeitos negativos como aumento do custo de produção relativamente ao que seria em um regime de concorrência e uma espiral dívida pública (que será paga por NÓS) são gerados por essa mesma intervenção estatal. Esse arranjo onde uns poucos empresários incompetentes são protegidos pelo Estado em detrimento dos mais pobres não tem nada de capitalista, mas é a ideia que ficou no imaginário das pessoas.

Os professores Don Boudreaux, Susan Dudley e Bradley Schille explicam o “capitalismo de Estado” em menos de 5 minutos. Altamente recomendado!

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Ludwig von Mises (Legado)

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“A história da humanidade é a história das ideias.” – Ludwig von Mises

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Thomas Sowell (Legado)

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“A primeira lei da economia é a escassez. A primeira lei da política é ignorar a primeira lei da economia.” – Thomas Sowell

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