Gratuito e de qualidade? Como?

*Por Marcelo Arruda

Estamos acostumados a ver frases de efeito que os movimentos de esquerda costumam pregar por ai: “Educação não é mercadoria”, “10% do PIB para educação” e tantas outras que combinam bem com os que ocupam mais os corredores do que as salas das universidades.

Até pode existir boas intenções no meio desse discurso esquerdista, mas o fato é que essas boas intenções de nada vão servir para impedir o fracasso econômico dessas ideias. Não há nenhuma forma do governo gastar dinheiro que não seja á custa de alguém, alguém vai ter que pagar a conta.

Estou certo da possibilidade tratar de diversos assuntos com um pouco mais de profundidade, mas, de início, fica o foco numa frase que um dos maiores economistas do Séc. XX, o Sr. Milton Friedman (prêmio Nobel de economia de 1976), costumava dizer, em alusão a alguns restaurantes americanos do Séc. XIX que ofereciam almoço “grátis” àqueles que consumiam alguma bebida, “There’s no such thing as a free lunch”, em português, “não existe almoço grátis”. Ainda que siga uma escola de economia diferente do grupo Não Quebre a Janela, Friedman é considerado um dos maiores defensores da liberdade e sua frase é praticamente irrefutável.

Friedmam propõem uma analogia entre essa história e o Estado, mostrando que todo e qualquer gasto do governo implica em um custo, logo, o suposto benefício que o governo nos trás acarreta um determinado malefício.

Segue abaixo o vídeo da argumentação de Friedman quando questionado por suas palestras não terem sido gratuitas.

Após assistir a essa vídeo, um interessante dialogo ocorreu entre um membro do Não Quebre a Janela e seu irmão mais novo sobre os conceitos de Friedman.

Irmão mais novo: Existe sim almoço grátis…e quando a vó faz o almoço?

Membro do NQAJ: Quem paga é a vó

Irmão mais novo: E se eu fizer o almoço?

Membro do NQAJ: Alguém comprou os ingredientes e você teve o trabalho

Irmão mais novo: E se eu pegar no supermercado sem ninguém ver?

Membro do NQAJ: Isso é roubo e o supermercado irá pagar o prejuizo.

A regra popularizada por Friedman é um meio para se provar que nenhum serviço do Estado é gratuito. Educação pública não sai de graça, ela é paga por meio de impostos. A UFAL é paga por seus alunos, pelo os alunos do CESMAC, FITS,  FAT e mesmo por aqueles que sequer entraram numa universidade. Logo exigir uma universidade gratuita e de qualidade representa um total desconhecimento da economia e uma fé absurda na eficiência do Estado.

“Não é nenhum crime ser ignorante em economia, a qual, afinal, é uma disciplina específica e considerada pela maioria das pessoas uma “ciência lúgubre”. Porém, é algo totalmente irresponsável vociferar opiniões estridentes sobre assuntos econômicos quando se está nesse estado de ignorância.” Murray N. Rothbard

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