O que é Capitalismo?

*Por Marcelo Arruda

O que você pensa quando falam em capitalismo? Provavelmente parcerias público-privadas, dominação social pelos detentores do capital ou então “isso que existe hoje”. E se eu te disser que capitalismo e todas essas descrições são modelos econômicos totalmente diferentes?

Capitalismo foi um termo difundido por Karl Marx, filósofo da corrente socialista, mas também pode ser definido (de forma até mais correta) apenas como Livre Mercado. Livre Mercado é um arranjo de trocas voluntárias que ocorrem na sociedade. Essas trocas acontecem por meio de um acordo voluntário, dois agentes trocam dois bens econômicos. Assim quando eu compro um caderno numa papelaria, o vendedor e eu trocamos dois bens: eu o entrego o dinheiro e ele me entrega o caderno.

No Livre Mercado não há perdedores nas trocas, ambos se beneficiam. Uma troca é uma situação de vencedor-vencedor. Cada parte valoriza os dois bens ou serviços de forma diferente. Eu estou com dinheiro na carteira, mas sem nenhum caderno, o vendedor têm vários cadernos, mas está ansioso para conseguir dinheiro.

Além de trocas voluntárias, a entrada de ofertantes de bens e serviços no mercado é livre. Não há barreiras legais para se entrar no mercado, permitindo uma maior variedade de fornecedores e concorrência. A concorrência é o que vai permitir ocorra uma queda nos preços e que a qualidade dos produtos suba.

Outro fator importante é um livre sistema de preços. Os preços servem para nos informar a abundância e a escassez de um produto. O sistema de preços é indispensável para que as pessoas tomem decisões racionais quanto ao uso de recursos, evitando desperdícios e más alocações. Qualquer intervenção ou controle no sistema de preços vai perturbar esse arranjo e descaracteriza o mesmo como sendo de livre mercado.

Uma clássica explicação introdutória de como as pessoas cooperam entre si voluntariamente no livre mercado foi dada por Milton Friedman, ganhador do prêmio Nobel de economia de 1976.

Então você pergunta “mas então..o que é que existe hoje?”. O sistema em vigor pode ser definido como “capitalismo de Estado”, onde corporações se beneficiam do agigantamento do governo e do aumento das regulamentações. Agigantamento esse, cunhado a fim de uma defesa do capitalismo, mas restringindo a livre iniciativa com argumento de solucionar as supostas falhas de mercado e crises cíclicas do capitalismo.

Nesse modelo a intervenção na iniciativa privada ocorre na seleção dos jogadores vencedores, subvertendo o conceito do mérito e protegendo esses grupos particulares da concorrência, pois agora o principal não é a capacidade de empreender e sim a proximidade com o Estado. Além da criação de monopólios, outros efeitos negativos como aumento do custo de produção relativamente ao que seria em um regime de concorrência e uma espiral dívida pública (que será paga por NÓS) são gerados por essa mesma intervenção estatal. Esse arranjo onde uns poucos empresários incompetentes são protegidos pelo Estado em detrimento dos mais pobres não tem nada de capitalista, mas é a ideia que ficou no imaginário das pessoas.

Os professores Don Boudreaux, Susan Dudley e Bradley Schille explicam o “capitalismo de Estado” em menos de 5 minutos. Altamente recomendado!

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