Arquivo do mês: outubro 2012

George Carlin (Legado)

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“Eu certamente tenho regras para viver. A primeira delas: Eu não acredito em nada que o governo me diz.” – George Carlin

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Peter Schiff (Legado)

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“Elevar o teto da dívida é o equivalente a utilizar um Mastercard para pagar a fatura do Visa.” – Peter Schiff

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por | 15 de outubro de 2012 · 23:08 PM

Síndrome de Leslie Knope

*Por Guilherme Inojosa

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Durante a eleição, não foram poucas as pessoas que tentaram me convencer a votar em determinado candidato a vereador. O modus operandi era sempre o mesmo, um breve histórico do candidato, destacando o seu papel como intelectual, seguido de algumas propostas e uma justificativa que ele é um bom nome para transformar a Assembleia Legislativa local em um espaço público mais ético. Por incrível que pareça, algumas histórias conseguiram me cativar e mostrar que o cidadão poderia ser uma exceção a este clima de corrupção endêmica no Brasil. E é aí que reside o problema.

É inevitável uma comparação entre estes políticos indicados e a protagonista do divertidíssimo e recomendadíssimo seriado Parks and Recreation, Leslie Knope, uma membra do poder público idônea e que tenta através do seu departamento trazer os melhores serviços para o contribuinte da cidade fictícia de Pawnee. A estrutura básica de boa parte dos seus episódios se resume em uma ideia de projeto, que gera problemas e demandam soluções para a realização, desdobrando-se em situações divertidas que exploram as idiossincrasias de cada personagem. Durante a série, sempre é destacado tanto a honestidade de Leslie quanto sua capacidade de conseguir aprovar projetos que visam melhorar a qualidade de vida do cidadão. Dentro desta premissa, não seria ela com todo seu altruísmo e bondade o tipo ideal de funcionário que deveria existir? A resposta é negativa.

Um dos grandes arcos da série lida justamente com as consequências que todos estes gastos públicos geram na sociedade em questão. A arrecadação não suporta uma farra tão grande e a cidade vai para a bancarrota, com dois auditores sendo contratados para uma intervenção e culpando como um dos motivos para esta quebra nos gastos públicos a atuação do departamento. Resta fechá-lo enquanto não

houver a possibilidade de se manter um padrão orgânico de gastos. Evidentemente, como se trata de uma comédia, os roteiristas logo encontram uma maneira para a cidade conseguir uma recuperação e os projetos da Sra. Knope pudessem continuar a serem executados.

E onde eu quero chegar com tudo isso? Leslie é a típica ideóloga, para ela o mais importante é o fim imediato que determinada política poderá gerar para a sociedade, não levando em conta questões como a de custo benefício, locais alternativos para onde o dinheiro utilizado na execução de seus projetos poderia ser deslocado ou se os cofres públicos o aguentam. Basta a boa vontade para que o melhor ocorra para a população, o que em uma comédia acaba sendo válido na maior parte das vezes. Mas não é assim que as coisas funcionam na vida re
Vivemos em um momento de crise econômica dos Estados. A Europa, sempre elogiada pela qualidade dos seus serviços públicos, foi aos poucos quebrando e mostrando o resultado que uma política de gastos desenfreados pode gerar na sociedade. O Brasil pode não ter um perigo de curto prazo nesse sentido, pois seus padrões de gastos é consideravelmente inferior aos países desenvolvidos, mas já precisa atentar ao sinal amarelo que surge à sua frente. O país virou um símbolo do parasitismo, onde o concurso público virou uma forma de ascensão social que faria Luís XIV se orgulha, a qualidade dos governos estaduais e prefeituras locais é medida pela quantidade de vagas para servidores e aumento nos salários que é oferecido. O déficit público em relação ao PIB é de 66,18%, o maior dos BRIC e cerca do dobro da muito mais desenvolvida Coreia do Sul, e com insustentabilidade em relação à arrecadação já sentida pela alta inflação gerada pelo financiamento da máquina com impressão de papel moeda.al, onde não existe um roteiro complacente que tende a atenuar possíveis erros que os burocratas possam vir a efetuar, gerando resultados que podem ser drásticos para a sociedade.

Mesmo não duvidando da boa vontade de nenhum dos candidatos que me ofereceram, tenho que dizer com a mais sincera opinião que não é isso que o Brasil precisa. As boas intenções não bastam para mover um país rumo ao desenvolvimento e e necessário uma mudança de discurso, com uma análise mais racional do modo de se fazer política e estando alerta aos números de maneira mais ampla do que apenas a primeira impressão aparente. Por mais que as suas aventuras possam ser divertidas na televisão, não precisamos de Leslies Knopes na vida real.

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Liberdade na Estrada 2012 – Maceió

O liberalismo, finalmente, chega em Alagoas!

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por | 3 de outubro de 2012 · 15:07 PM