Arquivo do mês: fevereiro 2013

Pra Não Dizer Que Não Falei Da Yoani

*Por Lucas Nutels

Estudantes protestando contra uma mulher que luta pelo fim da ditadura cubana? Mas não são esses mesmos estudantes que criticam a ditadura de 1964 no Brasil? Se ficou confuso é porque você está começando a entender. A liberdade possui poucos verdadeiros amigos e a vinda da blogueira Yoani Sánchez ilustra o quanto isso é verdade. Se os mesmos estudantes que um dia cantaram em uníssono “os amores na mente, as flores no chão, a certeza na frente, a história na mão”, estão hoje defendendo a escravização coletiva do povo cubano, deve ser porque a história não está mais na mão, mas no bolso (quiçá no lixo). Vai ver que esse pessoal não era amigo da liberdade, mas de outra ditadura com uma cor de diferente.

“Meu Malvado Favorito” – Assassino de rockeiros, negros e dissidentes dando uma refrescada, afinal ninguém é de ferro.

Gente que argumenta com “quem está financiando você?” (Google it: Falsa Indução) nunca vai merecer algum tipo de crédito. Quer saber o porquê? Por que se alguém está financiando a senhorita Yoani Sánchez por defender a liberdade, quem está me financiando por também defender a liberdade? Ou melhor… QUEM ESTÁ FINANCIANDO O ESTUDANTE COM A CAMISETA DO CHE GUEVARA? A União Soviética Rússia? A família Castro? Ahhh! Com eles é diferente (Google it: Polilogismo). Esse tipo de gente não acredita que possa existir uma verdade, mas apenas a “sua” verdade ou a minha “verdade”. Logo o que se tenta é dizer que ela está do lado de LÁ! Logo quem financia essa moça é o perverso capitalismo/imperialismo norte-americano e que quer acabar com a sociedade miserá… igualitária cubana (onde médico é taxista, vender comida é crime e falar mal do governo é passível de ir ao él paredón).

A grande e maior falácia por trás desse argumento é a falsa dicotomia. É pensar que existe um mundo preto-no-branco onde ou é capitalismo ou é socialismo. Possivelmente deva ser uma sequela da guerra fria. De um lado Rússia e do outro EUA (“Capitalismo x Socialismo” = LOL). É verdade que os EUA foram o berço da liberdade e do capitalismo na América, porém “o preço da liberdade é a eterna vigilância” e como não seguiram o conselho de Thomas Jefferson… as coisas mudaram um pouco de lá pra cá (Google it: End The Fed, Obamacare, Ron Paul, U.S. Public Debt).

Um pouco de leitura demonstra que na verdade as pessoas que defendem o capitalismo de mercado (geralmente libertários e que se opõem vigorosamente ao capitalismo de laços, capitalismo de camaradas, capitalismo ‘da rapazeada’ e craptalism. Google it: Fascismo) não são agentes do governo norte-americano, mas pessoas que acreditam que a liberdade econômica e social além de serem superiores moralmente, são superiores em questões de eficiência produtiva. Gente simples que pega ônibus, estuda, tem medo, joga bola, come coxinha de frango e esquece de estudar para a prova, mas que acaba tirando nota azul. E contra-argumentando o único “argumento” dos iztudantxis… Quem financia essa moça e sua turnê não é o interesse imperialista. É a sua competência em revelar a crueldade do sistema cubano, que a faz ser ouvida e lida em diversos periódicos do mundo. Quem a financia é a sua própria coragem e o apoio daqueles que também acreditam na liberdade. E os seus interesses? Essa é fácil: desescravizar o povo cubano.

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Yoani e os intolerantes: a esquerda que ainda não aprendeu o valor da liberdade

Vão aprender algum dia?

Por Adrualdo Catão

Yoani Sanchéz, jornalista e blogueira cubana que ficou famosa por expor o cotidiano da Cuba dos Castro em seu blogue “Generación Y”, chegou recentemente ao Brasil. Logo na chegada em Recife, foi fortemente hostilizada por um grupo de defensores da ditadura cubana. Logo depois, foi hostilizada também em Salvador e impedida de dar uma palestra em Feira de Santana na Bahia.

Ao ser questionada pelos jornalistas, deu um tapa (metafórico) na cara desses moleques intolerantes. Afirmou “Foi um banho de democracia e pluralidade, estou muito feliz e queria que em meu país pudéssemos expressar opiniões e propostas diferentes com esta liberdade”. Pense!

Eu só discordo de Yoani em um ponto. Os idiotas que protestam contra ela têm direito de ser idiotas, mas não têm direito de calar ninguém à força! Essa gente é perigosa e intolerante!

O pior é que não se trata de uma minoria política sem apoio. A nossa mídia esquerdista está empenhada em dar razão aos nossos jovens defensores da ditadura. Alguns dos esquerdistas mais conceituados do nosso país e daqui de Alagoas estão aproveitando a visita da blogueira cubana para mostrar seu lado mais autoritário. Querem calar à força uma voz isolada em defesa da liberdade.

Como disse Fábio Ostermann em texto publicado hoje:

“Pelas redes sociais isso fica bem claro. O “Blog da Dilma” se alegra ao relatar que “O baiano fugiu à regra de povo hospitaleiro com a blogueira cubana Yoani Sánches” (sic). No Twitter, o ator José de Abreu (expoente petista no meio artístico) destila diariamente sua raiva pela blogueira cubana, incitando seguidores a darem-lhe uma “bela recepção no aeroporto“”.

Que lindo!

Como posso levar a sério gente que acorda cedo para defender a violação de direitos humanos? Para defender um regime assassino e antidemocrático? Pessoas que calam a voz do outro à força! Amantes da violência estatal. Amantes da intolerância! Nem se escondem mais sob o manto da “esquerda democrática”. Abandonaram seus pudores. Tem esquerdista acusando Yoani Sanches de “mercenária”! Mas olha! É que eles gostam de dinheiro, mas somente se for roubado, claro.

Mas isso tem explicação. Continuando com Fábio Ostermann:

“A esquerda brasileira odeia Yoani Sanchéz porque ela não se submeteu à aviltante condição de propriedade do Estado. Ela voltou ao país por livre e espontânea vontade para cuidar de de sua família e não se limitou a baixar a cabeça e seguir adiante (como compreensivelmente faz a maioria dos cubanos). Yoani foi presa, agredida e ameaçada diversas vezes pela polícia cubana. Ela é tratada pelo regime castrista como uma inimiga pública. A esquerda brasileira, fazendo uso de liberdades negadas a qualquer cubano comum, regurgita ofensas a Yoani – traidora, mercenária, … daí para baixo!”

Como se vê, Yoani é vítima de um sistema moribundo, mas que ainda pode ser letal. Estamos livres desse tipo de absurdo no Brasil? Sinceramente, é sempre bom ficar atento. De qualquer forma, Yoani prova que lutar pela liberdade ainda vale a pena.

Força, Yoani!

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Ministério da “Cultura” e a arte com o nosso dinheiro

Por Marcelo Arruda

Este é o primeiro artigo da série que vai abordar a extinção de algumas das instituições ineficientes e imorais do Estado brasileiro. No texto de estreia, resolvi falar do Ministério que diz cuidar de todo o patrimônio histórico, arqueológico, artístico e cultural do Brasil: O Ministério da Cultura.

A Lei Rouanet

Esta lei define as formas de como o governo deve incentivar a produção cultural no país. Esse investimento é dividido entre o Fundo Nacional de Cultura (que conta com dinheiro do tesouro nacional e paga até 80% da conta) e a Renuncia fiscal que garante incentivos fiscais de até 100% para aqueles que patrocinam ou fazem doações aos tais projetos culturais aprovados pelo ministério.

Os Problemas

A definição de cultura

“Porque música clássica é cultura e funk carioca não é?”

Cultura é um conceito subjetivo e não deve ser definido de cima para baixo, como se fosse um ser iluminado que sabe o que devemos consumir e pensar. E é basicamente isso que acontece quando se cria um ministério que vai usar o NOSSO dinheiro para investir no que ELES (burocratas) decidiram que é cultura. Aqui em Alagoas pelo visto, o significado de investir em cultura para o Estado é trazer shows de bandas como Calcinha Preta. O ponto essencial é que esse dinheiro não é mal investido por ter chegado numa banda de qualidade questionável e sim, porque ele toma o dinheiro do pagador de imposto e tira dele a possibilidade de usar na banda que ele gostaria de gastar.

Corporativismo

“Estamos roubando vocês para ajudar na divulgação de nossos DVDs, digo..da CULTURA NACIONAL O/”

Um fator notável nos incentivos do Estado a “cultura” é a relação com artistas e eventos que já possuem bom espaço no mercado. Fazendo uma rápida pesquisa é possível achar diversos nomes conhecidos que usufruíram do nosso dinheiro para pagar a produção e divulgação de seus projetos. Um que vêm tentando jogar a conta para os cidadãos é o cantor Michel Teló que pede 1,3 milhões para produzir DVDs de sua série de 13 episódios chamada “Michel Teló pelo Mundo”. Teló não conseguiu ajuda do governo ainda, mas outros projetos próximos do mainstream foram aprovados. Alguns exemplos:

Jorge e Mateus R$ 4,3 Milhões
Barão Vermelho R$ 10 Milhões
Fafá de Belém R$ 434.000
Céu R$ 951.000
Rude (???) R$ 2,7 Milhões
“A descida do Monte Morgan” (Espetáculo teatral estrelado por Denise Fraga) R$ 940.000
“Minhas Sinceras Desculpas” (Espetáculo estrelado por Eduardo Sterblitch, do Pânico na tv) R$ 1,2 Milhões
Rock In Rio R$ 12,3 Milhões
Orktoberfest de Santa Cruz do Sul (Sim… versões de festas germânicas também são representantes da tal cultura brasileira.). R$ 1,1 Milhões
Brahma Super Bull (Maior campeonato de montarias do País)  R$ 6,4 Milhões
Escola de samba Salgueiro R$ 4,3 Milhões

Má Má Má…Sem o Ministério da cultura, quem vai cuidar da cultura do Brasil?

Não existe um consenso no movimento liberal quanto ao tamanho ideal de um Estado ou se ele sequer deve existir, mas com certeza não há espaço para cultura como uma das funções de um governo. O sensato a se fazer é tirar o dinheiro da mão do Estado e devolver aos seus reais donos, para que cada um possa individualmente decidir de forma livre como gastar seu próprio dinheiro nos produtos que considerem “culturais”. Qual é a necessidade do Estado colocar o dinheiro de todos no carnaval ou no rock in rio? Esses eventos podem ser financiados tranquilamente de forma voluntaria pela as pessoas que vão comparecer neles. Se o seu evento, projeto ou banda tem alguma qualidade artística, cultural ou mesmo de puro entretenimento, as pessoas que se interessam vão pagar por ele ou criar um fundo para manter o mesmo. Dai alguém fala “Mas Marcelo..eu tenho uma banda cover dos Novos Baianos e ninguém tá pagando pra ir no meu show. COMOFAZ? Eu preciso de INCENTIVO$ pra continuar tocando!” Bom, se ninguém se interessa em investir no seu projeto “cultural”, isso é um sinal que você deve manter ele sem fins lucrativos ou desistir, não há argumento que faça parecer  correto OBRIGAR as pessoas a pagarem pra você viver sua vida de artista.

Para finalizar, deixo com vocês um grande representante da cultura nacional para muitos brasileiros: MR CATRA

*Imagens retiradas respectivamente das páginas do Facebook: Vida Besta e Leis Burras- Muito Ajuda Quem Não Atrapalha

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