Ministério da “Cultura” e a arte com o nosso dinheiro

Por Marcelo Arruda

Este é o primeiro artigo da série que vai abordar a extinção de algumas das instituições ineficientes e imorais do Estado brasileiro. No texto de estreia, resolvi falar do Ministério que diz cuidar de todo o patrimônio histórico, arqueológico, artístico e cultural do Brasil: O Ministério da Cultura.

A Lei Rouanet

Esta lei define as formas de como o governo deve incentivar a produção cultural no país. Esse investimento é dividido entre o Fundo Nacional de Cultura (que conta com dinheiro do tesouro nacional e paga até 80% da conta) e a Renuncia fiscal que garante incentivos fiscais de até 100% para aqueles que patrocinam ou fazem doações aos tais projetos culturais aprovados pelo ministério.

Os Problemas

A definição de cultura

“Porque música clássica é cultura e funk carioca não é?”

Cultura é um conceito subjetivo e não deve ser definido de cima para baixo, como se fosse um ser iluminado que sabe o que devemos consumir e pensar. E é basicamente isso que acontece quando se cria um ministério que vai usar o NOSSO dinheiro para investir no que ELES (burocratas) decidiram que é cultura. Aqui em Alagoas pelo visto, o significado de investir em cultura para o Estado é trazer shows de bandas como Calcinha Preta. O ponto essencial é que esse dinheiro não é mal investido por ter chegado numa banda de qualidade questionável e sim, porque ele toma o dinheiro do pagador de imposto e tira dele a possibilidade de usar na banda que ele gostaria de gastar.

Corporativismo

“Estamos roubando vocês para ajudar na divulgação de nossos DVDs, digo..da CULTURA NACIONAL O/”

Um fator notável nos incentivos do Estado a “cultura” é a relação com artistas e eventos que já possuem bom espaço no mercado. Fazendo uma rápida pesquisa é possível achar diversos nomes conhecidos que usufruíram do nosso dinheiro para pagar a produção e divulgação de seus projetos. Um que vêm tentando jogar a conta para os cidadãos é o cantor Michel Teló que pede 1,3 milhões para produzir DVDs de sua série de 13 episódios chamada “Michel Teló pelo Mundo”. Teló não conseguiu ajuda do governo ainda, mas outros projetos próximos do mainstream foram aprovados. Alguns exemplos:

Jorge e Mateus R$ 4,3 Milhões
Barão Vermelho R$ 10 Milhões
Fafá de Belém R$ 434.000
Céu R$ 951.000
Rude (???) R$ 2,7 Milhões
“A descida do Monte Morgan” (Espetáculo teatral estrelado por Denise Fraga) R$ 940.000
“Minhas Sinceras Desculpas” (Espetáculo estrelado por Eduardo Sterblitch, do Pânico na tv) R$ 1,2 Milhões
Rock In Rio R$ 12,3 Milhões
Orktoberfest de Santa Cruz do Sul (Sim… versões de festas germânicas também são representantes da tal cultura brasileira.). R$ 1,1 Milhões
Brahma Super Bull (Maior campeonato de montarias do País)  R$ 6,4 Milhões
Escola de samba Salgueiro R$ 4,3 Milhões

Má Má Má…Sem o Ministério da cultura, quem vai cuidar da cultura do Brasil?

Não existe um consenso no movimento liberal quanto ao tamanho ideal de um Estado ou se ele sequer deve existir, mas com certeza não há espaço para cultura como uma das funções de um governo. O sensato a se fazer é tirar o dinheiro da mão do Estado e devolver aos seus reais donos, para que cada um possa individualmente decidir de forma livre como gastar seu próprio dinheiro nos produtos que considerem “culturais”. Qual é a necessidade do Estado colocar o dinheiro de todos no carnaval ou no rock in rio? Esses eventos podem ser financiados tranquilamente de forma voluntaria pela as pessoas que vão comparecer neles. Se o seu evento, projeto ou banda tem alguma qualidade artística, cultural ou mesmo de puro entretenimento, as pessoas que se interessam vão pagar por ele ou criar um fundo para manter o mesmo. Dai alguém fala “Mas Marcelo..eu tenho uma banda cover dos Novos Baianos e ninguém tá pagando pra ir no meu show. COMOFAZ? Eu preciso de INCENTIVO$ pra continuar tocando!” Bom, se ninguém se interessa em investir no seu projeto “cultural”, isso é um sinal que você deve manter ele sem fins lucrativos ou desistir, não há argumento que faça parecer  correto OBRIGAR as pessoas a pagarem pra você viver sua vida de artista.

Para finalizar, deixo com vocês um grande representante da cultura nacional para muitos brasileiros: MR CATRA

*Imagens retiradas respectivamente das páginas do Facebook: Vida Besta e Leis Burras- Muito Ajuda Quem Não Atrapalha

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