Um experimento socialista

Esse conto de Adrian Rogers volta e meia é compartilhado nas redes sociais, fazendo bastante sucesso. Ainda que o acontecimento seja ficção, suas lições são verdadeiras.

Um Experimento Socialista

Um professor de economia em uma universidade americana disse que nunca havia reprovado um só aluno, até que certa vez reprovou uma classe inteira.

Esta classe em particular havia insistido que o socialismo realmente funcionava: com um governo assistencialista intermediando a riqueza ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e justo.

O professor então disse, “Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas.” Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam ‘justas’. Todos receberão as mesmas notas, o que significa que em teoria ninguém será reprovado, assim como também ninguém receberá um “A”.

Após calculada a média da primeira prova todos receberam “B”. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos – eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Já aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Como um resultado, a segunda média das provas foi “D”. Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um “F”. As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por ‘justiça’ dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram aquela disciplina… Para sua total surpresa.

O professor explicou: “o experimento socialista falhou porque quando a recompensa é grande o esforço pelo sucesso individual é grande. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros para dar aos que não batalharam por elas, então ninguém mais vai tentar ou querer fazer seu melhor. Tão simples quanto isso.”

1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;

2. Para cada um recebendo sem ter de trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;

3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;

4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividí-la;

5. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

* Para quem se interessou em saber mais sobre os problemas teóricos e práticos do socialismo, deixo aqui os links de dois livros essenciais para esse estudo.

O Calculo Econômico Sob o Socialismo( Ludwig Von Mises)

http://www.mises.org.br/files/literature/calculo_socialismo.pdf

A Teoria da Exploração do Socialismo-Comunismo(Eugen Von Böhm-Bawerk)

http://www.mises.org.br/files/literature/A%20teoria%20da%20explora%C3%A7%C3%A3o%20do%20socialismo-comunismo%20-%20WEB.pdf

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1 comentário

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Uma resposta para “Um experimento socialista

  1. Aldo Marcolin

    1º – Tirar a prosperidade do mais rico não significa levar o pobre à prosperidade, fato. Afinal, ela pode ser repassada ao segundo mais rico… Mas é impossível os pobres serem menos pobres sem os ricos serem menos ricos, justamente porque a riqueza é finita;

    2º – Para cada um recebendo sem trabalhar, há alguém trabalhando sem receber – ou recebendo muito pouco. Exato: quem compra ações que se valorizam na Bolsa de Valores ou ganha na loteria, recebe (muito) dinheiro sem derramar uma gota de suor;

    3º – O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa. E é exatamente o que tem de fazer: tirar de quem tem muito e repassar aos que têm pouco, para reduzir a desigualdade;

    4º – Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividi-la – prova do erro crasso cometido pelo professor. O conhecimento não tem limites e precisa ser multiplicado, enquanto que a riqueza é finita e por isso, tem de ser dividida;

    5º – Me digam algum país onde metade da população possa se dar ao luxo de não trabalhar. Brasil? Só se quiserem fazer com que eu tenha um ataque de riso: o Bolsa Família, por exemplo, é apenas ajuda, muito abaixo do salário mínimo – se ouvirem falar de alguém que largou o emprego para “viver” do Bolsa Família, podem ter certeza de que tal pessoa trabalhava por um salário de fome.

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