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Direitos Humanos, outras perspectivas (Auditório FITS)

Convidamos discentes, docentes, juízes, advogados e interessados em direitos humanos para a palestra que será proferida no próximo dia 19/04 às 19:00 horas no auditório da FITS. Venha debater o Direito nas suas raízes e descubra como contribuir para a formação de uma sociedade de igualdade perante a lei.

Diogo Costa irá palestrar sobre “Capitalismo para os pobres” e Eduardo Lyra sobre “A defesa da liberdade e os direitos humanos: estertores do modelo estatal intervencionista”.

DIREITOS HUMANOS (DIOGO COSTA)

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Precisamos de menos legislativo e mais judiciário

*Por Lucas Nutels

“cada nova geração é como uma invasão de pequenos bárbaros que precisam ser civilizados antes que seja tarde demais”
Thomas Sowell

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A verdade é que a sociedade se programou com uma mente estatista, cujo resultado tende ao fim da liberdade e à real exploração de uns pelos outros. Como diria Bastiat temos hoje a legalização do espólio, onde o roubo e trabalho se misturam. Assim como outros libertários, desde o dia em que conheci a importância de uma sociedade livre me senti obrigado a defendê-la, mas como ser eficiente e transformar uma mente estatista em uma mente libertária? A resposta de cem milhões de dólares vou deixar para outro momento, até lá vamos difundindo ideias que possuem o mesmo efeito.

Um padrão se repete de tempos em tempos (inclusive peço aos meus colegas estatísticos que comprovem este fato com algum  gráfico bacana). Noticiam uma tragédia de repercussão nacional e isso vai parar na boca do povo, sejam nas redes sociais ou na conversa do bar. Não há limites sociais para o assunto. Todo mundo está sabendo do ocorrido, do mais rico até o mais pobre. O próximo passo é arranjar algum culpado. Daí aparecem os julgamentos (só que esses demoram mais), debates públicos, discussões na mídia, mais rede social e mais conversa de bar. Contudo antes mesmo que se chegue a algum consenso vem o último passo, aquele em que a sociedade já vendeu um quinhão da sua liberdade por uma falsa segurança. Como assim? Mais regras e mais leis nos dizendo o que fazer, quando fazer e como fazer. Ainda por tabela pagamos mais tributos para sustentar essas políticas, ou seja, o caso prático de que a liberdade é indivisível.

O resultado é o mesmo não importa o assunto. Se foi agressão contra mulher, fogo na boate, negligência médica, canibalismo, eu já sei que o resultado vai ser menos liberdade. Mas qual é o problema de se criar uma delegacia “maria da penha”, um alvará de casa noturna, um núcleo de competência médica e um certificado de carne animal? O problema é que tudo isso é um durex bem grande e bem frágil na rachadura da represa. Não precisamos de mais leis em cascata, porque na realidade precisamos de mais respeito aos nossos direitos fundamentais. Alguém precisa de uma lei para saber que bater em mulher crime? Não. Porque bater em pessoas é crime e eu nem lembro o artigo do código penal que fala isso. Nem preciso ler a constituição de outro país para saber que agressão e homicídio são proibidos no mundo inteiro.

No ideal de uma sociedade justa deve haver um espaço para punição e Isaiah Berlin frisou isso elegantemente ao dizer que “a liberdade para os lobos é a morte para os cordeiros”. Toda sociedade de indivíduos irresponsáveis sempre acaba mal, pois é como se a mesma fosse um adolescente que rejeita trabalhar e prefere morar com os pais que lhe enchem de regras, mas acabam assumindo a responsabilidade por seus atos. Provavelmente este adulto não será um grande exemplo. Em outras palavras quero dizer que o legislativo não resolve o problema do judiciário. Leis e regras são incapazes de criar prosperidade e evitar tragédias. Na verdade até são, como por exemplo poderiam proibir os carros. Todos andariam de bicicleta e mortes no trânsito seriam perto de zero. Poderiam proibir as armas… ops! Essa só funciona para homens de bem, bandidos não acreditam na lei. Poderiam proibir os terremotos, só que ainda não criaram o ministério da justiça divina. Poderiam proibir que empresas vendessem leite com soda cáustica, mas esse já é proibido e eu nem sei em que lei está escrito.

A questão é que a responsabilidade civil de cada indivíduo deve ser a fonte da nossa justiça. A égide a ser defendida é a liberdade, propriedade e vida. Todos que atentem contra estes princípios são foras da lei, até mesmo se agirem em nome da lei. Conhecemos vulgarmente a propriedade pública como propriedade de ninguém. A responsabilidade pública também deve ser vista como responsabilidade de ninguém. Manter uma ANVISA ou um DETRAN responsável pelos nossos verdadeiros direitos é tirar o foco dos verdadeiros criminosos que muitas vezes continuam sem pagar por seus crimes. Instituições privadas e indivíduos são passíveis de punição e por isso a prioridade destes é maior do que a de entes públicos. O estado além da falsa segurança pode até nos manter seguros, mas fiquemos sabendo que o preço dessa segurança é a nossa liberdade. Já dizia o vovô Beja: “quem troca uma pela outra não merece nem uma nem outra”.

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Em defesa do torcedor de futebol (alagoano ou não)

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Comunicado dos Estudantes pela Liberdade de Alagoas

O grupo Estudantes pela Liberdade (EPL) de Alagoas repudia o Termo de Compromisso e de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado na última quinta-feira (21/03) pelo Ministério Público Estadual (MPE), Polícia Militar, Federação Alagoana de Futebol (FAF) e representantes dos clubes alagoanos de futebol CRB e ASA.

De acordo com esse termo de compromisso, a torcida visitante nas partidas entre os referidos clubes está proibida de comparecer ao estádio caracterizada ou em posse de qualquer traje ou utensílio que faça menção ao clube por qual torce, como bonés, bandeiras, calções, agasalhos, toucas e instrumentos. A Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Maceió, que coordenou a audiência sobre o termo, considera a ação “necessária para garantir a segurança dos torcedores que vão ao estádio”.

Os Estudantes pela Liberdade rejeitam a estratégia de segurança definida pelo termo não apenas por sua evidente ineficácia, como também pelos princípios legais e morais contra os quais atenta. Pois, se resta claro a todos os torcedores que frequentam estádios de futebol que os responsáveis pelos lamentáveis episódios de violência neles registrados não são trajes, bonés, ou instrumentos, mas as pessoas que cometem os crimes de lesão corporal, formação de quadrilha e mesmo outros, também se devem considerar inegociáveis os princípios da liberdade de manifestação do pensamento e expressão do cidadão, torcedor ou não.

Esperamos, pelos motivos acima, que os órgãos públicos e associações desportivas responsáveis pelo termo de compromisso e seu cumprimento revejam a estratégia de segurança a ser adotada nas partidas entre CRB e ASA no Campeonato Alagoano de Futebol de 2013.

Estudantes pela Liberdade de Alagoas.

Para saber mais do caso: http://gazetaweb.globo.com/noticia.php?c=336798&e=3

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Violência em Alagoas e a falácia do desarmamento

*Equipe Não Quebre A Janela

070313mapavSegundo o Mapa da Violência 2013, Alagoas ainda é o estado brasileiro com a maior taxa de homicídios por armas de fogo do Brasil, de 55,3 mortes deste tipo por 100 mil habitantes. A taxa é muito superior à de 2005, de 30,3 (fonte: Ministério da Saúde), ano em que terminou a primeira Campanha do Desarmamento. Alagoas foi o estado com o segundo (!) melhor desempenho no país, nessa primeira campanha, que foi implementada de 2004 a 2005. Mais armas continuaram sendo recolhidas no estado. Por exemplo, em 2011, 248 armas foram entregues pela população; em 2012, 160 armas.

Além disso, segundo o Mapa da Violência 2012, há, em Alagoas, apenas 49 portes de arma autorizados pela Polícia Federal.

Todos os dados acima expõem com clareza a falácia do argumento defendido pelo governo e ONGs desarmamentistas de que quanto menor a posse e o porte de armas de fogo, menor será a violência. Alagoas, o estado mais violento do Brasil, é uma prova do contrário!

Interessado em estudar e discutir sobre esse e outros assuntos da nossa vida social e política?

Entre para o grupo dos Estudantes pela Liberdade em Alagoas pelo link abaixo:

https://www.facebook.com/groups/epl.al/?fref=ts

http://gazetaweb.globo.com/noticia.php?c=335721&e=12

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Dez regras de ouro para avançar na liberdade em 2013

Tradução de Santiago Staviski 
Revisão: Cesar Ailson Barros

Promessas de Ano Novo geralmente são algo importante em um ano, mas são esquecidas no ano seguinte. Verdade suficiente para a maioria de nós, a maior parte do tempo. Então, quando 2013 começou, eu decidi pular essa parte das promessas de ano novo. Em vez disso, eu planejei trabalhar duro, mais e melhor esse ano, em nome de algo que não consigo imaginar a vida sem — liberdade.

Assim como a liberdade é indispensável para o progresso da humanidade, o futuro nunca é assegurado. Certamente, na maioria das frentes, está em debandada há anos – a chama de sua vela enfrenta furacões como a ignorância, a irresponsabilidade, satisfações de crto prazo e ganância por poder. Por isso é importante que aqueles de nós que acreditam na liberdade se tornem porta-vozes cada vez mais eficazes desse ideal.

As Regras de Ouro

Para isso eu ofereço essa lista de 10 regras. Essas regras não têm nenhuma ordem específica a ser seguida. Então, caro leitor, eu deixo você decidir quais são as regras mais importantes. (Mesmo porque a lista não pretende ser a palavra final sobre o assunto, e eu também convido aos leitores adicionarem regras a lista).

1. Se motive. Liberdade é mais que uma feliz coincidência. É um imperativo moral, digno de cada grama de paixão que as pessoas boas possam reunir. Não é apenas ficar excitado com o ano eleitoral, ou responder sobre algum problema da vida. É sempre a diferença entre escolha e coerção, entre viver sua vida ou os outros vivendo ela para você (e às suas custas). Se a liberdade é perdida, talvez nunca possa ser recuperada na sua geração ou na de seus filhos e netos. Para resolver problemas evitando conflitos e aproximando pessoas não há pior caminho que a política e a força; e não há melhor caminho para liberdade do que a troca pacífica e a cooperação para florescer.

2. Aprenda. Mais precisamente, nunca pare de aprender! Para ser eficazmente persuasivo, não há nadamelhor do que dominar os fatos e as fundações. Conheça as nossas idéias para trás e para a frente. Ler ou ouvir economia, história ou filosofia nunca é demais para ser o melhor persuasor da sua vizinhança. Deixe a conversa fiada em adesivos para carros. Venha armado com substância, não com slogans.

3. Seja otimista. Estou cansado e desencorajado de ouvir derrotistas falando assim: “Acabou. A República está perdida. Não tem volta. Ferrou. Estou deixando o país.” Qual é o ponto dessa conversa? Certamente não é inspiradora. Pessimismo acaba terminando mau. Pessimistas só se desarmam e desestimulam os outros; ninguém ganha nada com isso. Se você verdadeiramente acredita que tudo está perdido, a melhor coisa a se fazer é esquecer que pode estar errado e deixar os otimistas liderarem a caminhada. (Isso significa deixar o pessimismo para trás).

4. Use humor. Até mesmo negócios sérios tem momentos de leveza. Tempere seus casos com humor e poderá torna-los mais atrativos, mais humanos. Se você não conseguir sorrir quando você estiver fazendo uma defesa de um caso para a liberdade, se você não pode evocar um sorriso ou uma risada da pessoa que está falando, então você está no caminho de perder a batalha. Humor quebra o gelo.

5. Levante questões. Você não tem que dar uma palestra para cada potencial ouvinte. Aprenda a destrinchar o método Socrático, especialmente se você estiver conversando com algum ideólogo estatista. Na maioria das vezes, essas pessoas que mantêm suas posições não porque eles estão bem familiarizados com o pensamento libertário e o tê-lo rejeitado, mas porque eles simplesmente não sabem o nosso lado. Uma linha habilidosa de questionamento muitas vezes pode levar a uma pessoa a pensar sobre suas premissas de formas que nunca haviam pensado antes.

6. Mostre que se importa. Tem sido dito que as pessoas não se importam com o que você sabe se não sabem com o que você se importa. Foque em pessoas reais para argumentar em favor da liberdade. Leis e políticas contrárias a liberdade produzem bem mais que apenas maus números, elas esmagam os sonhos de pessoas reais que querem melhorar suas vidas e as vidas daqueles que eles amam. Cite exemplos de como o Governo atravancou o caminho de pessoas reais mas não fique só no aspecto negativo: tente citar casos em que pessoas conseguiram seus objetivos ao obterem a liberdade para tentar.

7. Apele para superioridade moral. Liberdade é um dos arranjos socioeconômicos que demanda altos padrões de caráter moral. Não pode sobreviver se pessoas são largamente desonestas, impacientes, arrogantes, irresponsáveis, focadas somente no curto prazo e não tenham respeito à vida, direitos e bens dos outros. Esta verdade fala muito sobre a superioridade moral da liberdade sobre todas as outros “sistemas”. A humanidade é composta de indivíduos únicos, não é um coletivo disforme a ser comandado por elitistas que se imaginam nossos mestres e planejadores. Qualquer arranjo que coloca nossas vidas distintas em um liquidificador coletivista é uma ofensa moral. Utilize este argumento para atacar o coração do caso de qualquer adversário.

8. Desenvolva uma personalidade atraente. Um libertário que conhece todos os fatos e teorias ainda pode ser repulsivo e ineficaz se ele é condescendente, vingativo, grosseiro, bruto, hipócrita, ou muitas vezes se está em modo de “ataque”. É por isso que clássico de Dale Carnegie, “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, deve estar na lista de leitura de cada libertário . Você quer mudar o mundo ou apenas bater o seu peito? Conversar com outras pessoas ou falar com você mesmo? Maneire na negatividade! Alguns libertários apenas falam de más notícias. Estas são as pessoas que vêem nada de bom acontecendo em lugar algum. Esta atitude surge como se eles estão dizendo a você: “Pare de se divertir. A única boa notícia é que não há nenhuma. Se você acha que é uma boa notícia, vamos lhe dizer por que não é.” Essa atitude pega mal e raramente ganha convertidos. Heróis e histórias heróicas estão à nossa volta, não os ignore resistindo sempre nas histórias sobre canalhas e as decepções.

9. Não exija a total e imediata aceitação. Você já se deparou com um libertário para o qual se você não confessar todos os seus pecados e se arrepender intelectualmente, você é um pária? A história do progresso nas idéias fornece poucos exemplos de pessoas que estavam erradas sobre tudo se transformarem em um pulo para pessoas que estão certas sobre tudo. Devemos ser pacientes, convidativos e compreensivos. Saiba quando as rachaduras estão aparecendo na parede de um oponente e lhe dê espaço para derrubá-la ele mesmo. Lembre-se de que todos nós temos pontos de vista hoje que não aceitávamos no passado. Nenhum de nós saiu do ventre com uma cópia de “O Caminho da Servidão” em nossas mãos.

10. Faça aliados, não inimigos. Um punhado de libertários enclausurados, ineficazes -mas muito barulhentos- fantasiam-se árbitros da fé. Eles se comportam como se o maior inimigo não fosse aquele que não abraça nenhum dos preceitos libertários, mas aqueles que abraçam alguns dos nossos preceitos, mas não todos. Então, quando eles encontram um libertário companheiro que já teve diferentes pontos de vista, ou é ortodoxo em um problema ou dois, eles começam a difamá-lo. Isso os faz sentir bem, mas prejudica a causa maior. Se dissermos que queremos fazer do mundo um lugar melhor, mais libertário, não podemos torná-lo desconfortável para qualquer um a ser mover na direção certa.
LAWRENCE W. REED
Lawrence W. (“Larry”) Se tornou presidente da FEE em 2008. Antes disso, ele foi um dos fundadores e presidente por 20 amos do Centro Mackinac de Políticas Públicas em Midland, Michigan. Ele também ensinou Economia em tempo integral e presidia o Departamento de Economia da Northwood em Michigan de 1977 até 1984.

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Sobre Justiça

Por Jéssica Diniz

“Se o homem falhar em conciliar a justiça e a liberdade, então falha em tudo.”
(Albert Camus)
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 A princípio, justiça necessariamente no campo jurídico implica basicamente em igualdade de direitos. Ocorre que justiça vai muito além das leis do regime democrático.
Basta pensar que a própria igualdade pode ser injusta do ponto de vista individual, a igualdade pensada sobre o regime democrático de direito, exatamente por conter injustiça na democracia.
Ou será justo prevalecer sempre a voz da maioria? E se a maioria estiver errada? Se a minoria não tem o direito de decidir, onde há igualdade? A minoria precisa ter pelo menos o direito de ser ouvida, e talvez mude o pensamento (também talvez) errôneo da maioria. Neste caso é a democracia injusta subtraindo o direito de alguns.
Sob esse ponto de vista, é injusto pensar na importância da individualidade? Mas se somos pessoas diferentes, divergimos em algo aqui e acolá, logo, supõe-se que não existam duas pessoas exatamente iguais em pensamento.
Portanto, individualismo parece-me mais justo do que simplesmente adotar dicotomias gerais entre o que é justo ou o inverso, que facilmente encontrarão argumentos divergentes.
Justiça passa então para o campo da subjetividade, o que não significa que seja impossível defini-la. O que não se trata de definir que a justiça deva ser necessariamente individualista, mas que partir tão somente do pressuposto de igualdade (ou tão necessariamente democrática) arbitrariamente não deve ser justo.
O filósofo John Rawls, conhecido por sua obra “Uma Teoria da Justiça” cujo ensaio possui um caráter emblemático, adotou a liberdade e a igualdade para definir seu ideal de justiça.
Rawls, parte do contratualismo de Rousseau e atribui valoração às instituições que, segundo ele, são responsáveis por legitimar o caráter igualitário ao corpo social, mas para isso, as instituições precisariam ser justas.
 
No entanto, Rawls considera o princípio da liberdade superior ao princípio de igualdade, o que poderia definir sua teoria da justiça em “liberalismo igualitário”. Ocorre que outros pensadores da filosofia política, adotando outras correntes, lançaram críticas à teoria de Rawls.
 
Como Robert Nozick, que foi seu colega em Harvard, critica o teor igualitário. Este último, um autor libertário, defende um Estado mínimo, destinado tão somente a proteger seus cidadãos do uso ilegítimo da força, que defenda o contratualismo firmado entre esses cidadãos.
 
No entanto, Nozick não defende a inexistência do Estado, posto que isso acabasse com direitos fundamentais para garantir a liberdade, por exemplo. O que é fundamental que se pense.
 
Mas há, retomando as formas de Hegel, um caráter esquerdista mais conversador de alguns autores cujo discurso se assemelha ao comunitarismo. Mais contemporâneo, há Michael Sandel, defensor desta corrente, que atualmente é professor de Harvard, há 30 anos no curso de Justiça, esteve em agosto deste ano no Brasil, realizando palestras.
 
Sandel critica a forma dita por Rawls de que as pessoas “escolhem” seus fins, seus objetivos de vida. De acordo com Sandel, justiça é fazer o que é certo, e o certo é pensar o ser em comunidade. 
 
Na internet há facilmente vídeos onde o professor cita o filósofo Kant como alguém que defendia a dignidade das pessoas… A justiça para Sandel é algo inserido necessariamente no conjunto social.
Após várias críticas sobre a sua teoria da Justiça, Rawls lançou outra obra “O liberalismo político”, era um aperfeiçoamento de sua teoria de justiça.
 
Nozick, Sandel e Ralws são apenas três exemplos do quanto a teoria sobre a justiça está passível de mudanças. E aí abre-se espaço para pensar: Será que a relação entre pobres e ricos é realmente injusta? É justa a igualdade de direitos? E os direitos, são mesmo justos? Será que nós sabemos o que realmente é justiça? Será que duvidar do teor justo da justiça é injusto?
 
Até as leis são passiveis de diversas interpretações, é por isso que a justiça, como um dos alicerces do Estado, é tão relativizada. É trivial parar para pensar sobre como ser justo com a justiça de si e dos outros.

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Ministério da “Cultura” e a arte com o nosso dinheiro

Por Marcelo Arruda

Este é o primeiro artigo da série que vai abordar a extinção de algumas das instituições ineficientes e imorais do Estado brasileiro. No texto de estreia, resolvi falar do Ministério que diz cuidar de todo o patrimônio histórico, arqueológico, artístico e cultural do Brasil: O Ministério da Cultura.

A Lei Rouanet

Esta lei define as formas de como o governo deve incentivar a produção cultural no país. Esse investimento é dividido entre o Fundo Nacional de Cultura (que conta com dinheiro do tesouro nacional e paga até 80% da conta) e a Renuncia fiscal que garante incentivos fiscais de até 100% para aqueles que patrocinam ou fazem doações aos tais projetos culturais aprovados pelo ministério.

Os Problemas

A definição de cultura

“Porque música clássica é cultura e funk carioca não é?”

Cultura é um conceito subjetivo e não deve ser definido de cima para baixo, como se fosse um ser iluminado que sabe o que devemos consumir e pensar. E é basicamente isso que acontece quando se cria um ministério que vai usar o NOSSO dinheiro para investir no que ELES (burocratas) decidiram que é cultura. Aqui em Alagoas pelo visto, o significado de investir em cultura para o Estado é trazer shows de bandas como Calcinha Preta. O ponto essencial é que esse dinheiro não é mal investido por ter chegado numa banda de qualidade questionável e sim, porque ele toma o dinheiro do pagador de imposto e tira dele a possibilidade de usar na banda que ele gostaria de gastar.

Corporativismo

“Estamos roubando vocês para ajudar na divulgação de nossos DVDs, digo..da CULTURA NACIONAL O/”

Um fator notável nos incentivos do Estado a “cultura” é a relação com artistas e eventos que já possuem bom espaço no mercado. Fazendo uma rápida pesquisa é possível achar diversos nomes conhecidos que usufruíram do nosso dinheiro para pagar a produção e divulgação de seus projetos. Um que vêm tentando jogar a conta para os cidadãos é o cantor Michel Teló que pede 1,3 milhões para produzir DVDs de sua série de 13 episódios chamada “Michel Teló pelo Mundo”. Teló não conseguiu ajuda do governo ainda, mas outros projetos próximos do mainstream foram aprovados. Alguns exemplos:

Jorge e Mateus R$ 4,3 Milhões
Barão Vermelho R$ 10 Milhões
Fafá de Belém R$ 434.000
Céu R$ 951.000
Rude (???) R$ 2,7 Milhões
“A descida do Monte Morgan” (Espetáculo teatral estrelado por Denise Fraga) R$ 940.000
“Minhas Sinceras Desculpas” (Espetáculo estrelado por Eduardo Sterblitch, do Pânico na tv) R$ 1,2 Milhões
Rock In Rio R$ 12,3 Milhões
Orktoberfest de Santa Cruz do Sul (Sim… versões de festas germânicas também são representantes da tal cultura brasileira.). R$ 1,1 Milhões
Brahma Super Bull (Maior campeonato de montarias do País)  R$ 6,4 Milhões
Escola de samba Salgueiro R$ 4,3 Milhões

Má Má Má…Sem o Ministério da cultura, quem vai cuidar da cultura do Brasil?

Não existe um consenso no movimento liberal quanto ao tamanho ideal de um Estado ou se ele sequer deve existir, mas com certeza não há espaço para cultura como uma das funções de um governo. O sensato a se fazer é tirar o dinheiro da mão do Estado e devolver aos seus reais donos, para que cada um possa individualmente decidir de forma livre como gastar seu próprio dinheiro nos produtos que considerem “culturais”. Qual é a necessidade do Estado colocar o dinheiro de todos no carnaval ou no rock in rio? Esses eventos podem ser financiados tranquilamente de forma voluntaria pela as pessoas que vão comparecer neles. Se o seu evento, projeto ou banda tem alguma qualidade artística, cultural ou mesmo de puro entretenimento, as pessoas que se interessam vão pagar por ele ou criar um fundo para manter o mesmo. Dai alguém fala “Mas Marcelo..eu tenho uma banda cover dos Novos Baianos e ninguém tá pagando pra ir no meu show. COMOFAZ? Eu preciso de INCENTIVO$ pra continuar tocando!” Bom, se ninguém se interessa em investir no seu projeto “cultural”, isso é um sinal que você deve manter ele sem fins lucrativos ou desistir, não há argumento que faça parecer  correto OBRIGAR as pessoas a pagarem pra você viver sua vida de artista.

Para finalizar, deixo com vocês um grande representante da cultura nacional para muitos brasileiros: MR CATRA

*Imagens retiradas respectivamente das páginas do Facebook: Vida Besta e Leis Burras- Muito Ajuda Quem Não Atrapalha

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